A notificação de eventos adversos é um dos pilares da segurança do paciente. Quando funciona bem, ela transforma erros em aprendizado. Quando falha, os mesmos problemas se repetem indefinidamente.
O que deve ser notificado
- Eventos adversos: incidentes que causaram dano ao paciente
- Quase-acidentes (near miss): incidentes que não chegaram ao paciente por barreira ou acaso
- Incidentes sem dano: situações que chegaram ao paciente, mas não causaram dano detectável
- Eventos sentinela: eventos graves não esperados que resultaram em morte ou dano grave permanente
Obrigação legal de notificação ao NOTIVISA
Hospitais são obrigados a notificar eventos adversos graves à ANVISA por meio do sistema NOTIVISA. O NSP é responsável por essa notificação. O prazo para eventos sentinela é de 72 horas após a identificação.
Como estruturar o fluxo interno
- Disponibilizar formulário de notificação acessível a todos os profissionais
- Garantir a possibilidade de notificação anônima
- Definir responsável pelo recebimento e triagem no NSP
- Estabelecer prazo de resposta ao notificador
- Analisar causas com ferramentas como RCA ou Ishikawa
- Divulgar os aprendizados para toda a equipe sem identificar o notificador
Por que as equipes não notificam — e como mudar
- Medo de punição — resolução: política formal de não punição publicada e praticada
- Crença de que nada mudará — resolução: feedback visível após cada notificação
- Falta de tempo — resolução: formulário simples, máximo 5 campos obrigatórios
- Ausência de feedback — resolução: boletim mensal com aprendizados das notificações
"A resposta mais eficaz é cultural: quando os profissionais percebem que suas notificações geram mudanças reais, a adesão aumenta naturalmente."
Veja como a cultura de segurança hospitalar determina a efetividade do sistema de notificação e como integrar os dados de notificação à gestão de risco clínico.
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Guia com critérios de classificação, fluxos de notificação e análise de eventos adversos para equipes de segurança do paciente.
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