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A gestão de risco clínico é o processo sistemático de identificar, analisar e mitigar riscos que possam causar dano ao paciente, ao profissional ou à instituição. É um dos pilares da segurança do paciente e requisito central da acreditação ONA em todos os níveis.

Tipos de risco no ambiente hospitalar

  • Riscos assistenciais: erros de medicação, infecções, quedas, úlceras por pressão, complicações cirúrgicas
  • Riscos operacionais: falhas de equipamentos, falta de insumos, dimensionamento inadequado
  • Riscos de comunicação: falhas na passagem de plantão, prescrições ambíguas, ausência de confirmação de ordens verbais
  • Riscos de infraestrutura: falhas elétricas, sistemas de gases medicinais, controle de temperatura de medicamentos

FMEA — Análise proativa de riscos

O FMEA (Failure Mode and Effects Analysis) identifica, antes que o problema ocorra, quais etapas de um processo podem falhar, qual é o impacto potencial e qual é a probabilidade de detecção.

Aplicação prioritária
Preparo e administração de medicamentos de alta vigilância, cirurgias complexas, transfusão sanguínea, sedação fora da UTI.

RCA — Análise de causa-raiz após eventos adversos

A RCA (Root Cause Analysis) é aplicada após a ocorrência de um evento adverso grave para identificar as causas profundas — não apenas os fatores imediatos visíveis. Utiliza ferramentas como os 5 Porquês e o Diagrama de Ishikawa.

Matriz de risco: como priorizar

A matriz de risco organiza os riscos identificados em duas dimensões: probabilidade de ocorrência e severidade do dano. Os riscos de alta probabilidade e alta severidade devem receber barreiras de proteção prioritariamente.

Como estruturar na instituição

  1. Constituir o NSP com mandato formal e reuniões periódicas
  2. Elaborar o mapeamento de riscos por unidade ao menos anualmente
  3. Priorizar os riscos pela matriz probabilidade × severidade
  4. Definir barreiras de controle para os riscos prioritários
  5. Monitorar indicadores vinculados aos riscos identificados
  6. Revisar o mapa de riscos após cada evento adverso grave

As notificações de eventos adversos devem alimentar o mapa de riscos — cada incidente recorrente indica um risco que não está sendo controlado adequadamente.

Aprofunde esse tema com a IMPACTA Saúde

A IMPACTA Saúde apoia hospitais na estruturação do NSP, mapeamento de riscos e implantação de ferramentas de gestão de risco clínico.

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