Governança Clínica Hospitalar: como estruturar sem sobrecarregar a equipe
A governança clínica é o conjunto de sistemas e processos pelos quais as organizações de saúde são responsabilizadas pela melhoria contínua da qualidade e pela manutenção de padrões elevados de cuidado. É a espinha dorsal de qualquer hospital que busca acreditação ou excelência assistencial.
O que compõe a governança clínica
- Liderança médica e de enfermagem com responsabilidades claras
- Comitês clínicos com mandato, frequência e deliberações documentadas
- Indicadores assistenciais monitorados com metas e responsáveis
- Processos de credenciamento e avaliação de competência dos profissionais
- Gestão de riscos clínicos e resposta a eventos adversos
- Educação continuada estruturada
Comitês obrigatórios e recomendados
Obrigatórios por legislação
- CCIH — Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
- Comissão de Revisão de Prontuários
- Comissão de Óbitos
- Comissão de Ética em Pesquisa (quando aplicável)
Recomendados para acreditação ONA
- Comitê de Farmacoterapia
- Núcleo de Segurança do Paciente (NSP)
- Comitê de Transfusão
- Comitê de Qualidade e Segurança
Como tornar os comitês funcionais
Comitês que se reúnem sem pauta definida, sem dados e sem deliberações registradas não cumprem sua função. Para que funcionem:
- Defina pauta com antecedência (mínimo 48 horas antes)
- Apresente dados sempre (indicadores, notificações, análises)
- Registre deliberações em ata com responsável e prazo
- Acompanhe o cumprimento das deliberações na reunião seguinte
Integração com a acreditação ONA
A ONA avalia a governança clínica como critério transversal a todos os níveis. Não é possível obter ou manter a acreditação sem evidências de que a governança clínica está estruturada e funcionando.
Saiba como a acreditação ONA avalia a governança clínica e como os indicadores de UTI se integram à estrutura de governança.
Para aprofundar esse tema:
Falar com um consultor de gestão
