Notificação de Eventos Adversos: como estruturar um sistema que funciona

A notificação de eventos adversos é um dos pilares da segurança do paciente. Quando funciona bem, ela transforma erros em aprendizado. Quando falha, os mesmos problemas se repetem indefinidamente.

O que deve ser notificado

Todo incidente que cause ou possa causar dano ao paciente deve ser notificado. Isso inclui:

Obrigação legal de notificação ao NOTIVISA

Hospitais são obrigados a notificar eventos adversos graves à ANVISA por meio do sistema NOTIVISA. O Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) é responsável por essa notificação. O prazo para eventos sentinela é de 72 horas após a identificação.

Como estruturar o fluxo interno de notificação

  1. Disponibilizar formulário de notificação acessível a todos os profissionais
  2. Garantir a possibilidade de notificação anônima
  3. Definir responsável pelo recebimento e triagem das notificações no NSP
  4. Estabelecer prazo de resposta ao notificador
  5. Analisar as causas com ferramentas como RCA (Análise de Causa-Raiz)
  6. Divulgar os aprendizados para toda a equipe (sem identificar o notificador)

Por que as equipes não notificam — e como mudar

As principais barreiras à notificação são o medo de punição, a crença de que nada mudará, a falta de tempo e a ausência de feedback após a notificação. Cada uma dessas barreiras tem solução de gestão.

A resposta mais eficaz é cultural: quando os profissionais percebem que suas notificações geram mudanças reais, a adesão aumenta naturalmente.

Leia mais sobre como a cultura de segurança hospitalar determina a efetividade do sistema de notificação. Veja também os indicadores de UTI que devem ser monitorados em conjunto com os registros de eventos adversos.

Para aprofundar esse tema:
Ver Guia de Bolso Assistencial

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