O protocolo de cirurgia segura é um dos seis protocolos obrigatórios do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Baseado no checklist da OMS, tem potencial de reduzir complicações cirúrgicas em até 36% e mortalidade em até 47%.
Os três momentos do checklist cirúrgico
Responsabilidades na aplicação
O coordenador do checklist é geralmente o enfermeiro circulante. A aplicação é coletiva — envolve anestesiologista, cirurgião e enfermagem. A presença física de todos na etapa do time out é obrigatória.
Como implantar o protocolo
- Adaptar o checklist da OMS à realidade da instituição
- Validar o documento com cirurgiões, anestesiologistas e enfermagem
- Treinar toda a equipe do centro cirúrgico
- Definir coordenador do checklist por turno
- Iniciar fase piloto em uma especialidade cirúrgica
- Ampliar para todos os procedimentos após avaliação
- Auditar adesão mensalmente
Indicadores para monitorar
- Taxa de adesão ao checklist cirúrgico — meta: 100%
- Taxa de cirurgia em local errado — meta: zero
- Taxa de retenção de corpo estranho — meta: zero
- Taxa de complicações cirúrgicas preveníveis
Auditoria mensal de adesão com feedback individual por cirurgião e anestesiologista, resultado divulgado na reunião de governança clínica com plano de ação para taxas abaixo de 95%.
Checklist preenchido antes da entrada do paciente na sala, sem participação da equipe, apenas para cumprir a exigência documental — sem valor assistencial real.
Veja como a cultura de segurança hospitalar determina a efetividade real do checklist cirúrgico, e como integrar esse protocolo à notificação de eventos adversos.
Aprofunde esse tema com a IMPACTA Saúde
O Guia de Bolso Assistencial reúne os protocolos obrigatórios de segurança do paciente em formato prático para uso nas unidades.
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