Protocolo de Cirurgia Segura: como implantar e manter no centro cirúrgico

O protocolo de cirurgia segura é um dos seis protocolos obrigatórios do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Baseado no checklist da OMS, ele tem potencial de reduzir complicações cirúrgicas em até 36% e mortalidade em até 47%.

O que é o checklist cirúrgico da OMS

É uma lista de verificação dividida em três momentos do procedimento cirúrgico:

Cada momento contém verificações específicas sobre identidade do paciente, sítio cirúrgico, alergias, equipamentos, contagem de materiais e orientações pós-operatórias.

Responsabilidades na aplicação do checklist

O coordenador do checklist é geralmente o enfermeiro circulante. A aplicação é coletiva — envolve anestesiologista, cirurgião e enfermagem. A presença física de todos na etapa do time out é obrigatória.

Como implantar o protocolo

  1. Adaptar o checklist da OMS à realidade da instituição
  2. Validar o documento com cirurgiões, anestesiologistas e enfermagem
  3. Treinar toda a equipe do centro cirúrgico
  4. Definir o coordenador do checklist por turno
  5. Iniciar fase piloto em uma especialidade cirúrgica
  6. Ampliar para todos os procedimentos após avaliação
  7. Auditar adesão mensalmente

Indicadores para monitorar

O que os avaliadores ONA verificam

Durante a visita, o avaliador solicita os checklists preenchidos dos últimos procedimentos, observa a aplicação in loco e entrevista a equipe sobre o processo. Inconsistências entre o protocolo documentado e a prática observada são consideradas não conformidades.

Conheça também os critérios para notificação de eventos adversos e como integrar a cirurgia segura à cultura de segurança institucional.

Para aprofundar esse tema:
Ver Guia de Bolso Assistencial

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